segunda-feira, 16 de julho de 2012
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Kurt's feelings
Salva num arquivo criado no dia 4 de janeiro de 2008, ainda me admira o efeito que essa citação tem sobre mim todas as vezes que a leio.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Ser ou tentar ser, eis a questão.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
About a song
Bringing joy and happiness
But all of a sudden the horses are gone
Was ony the sound of your heartbeat alone"
(Shaman - Fairy tale)
Odeio admitir que me identifico com essa parte há anos u.u
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Precisa-se
Clarice Lispector
domingo, 3 de janeiro de 2010
(Ex)-Retrospectiva
E, admito, mudei pra caramba nesse ano que passou. Mas eu, Suellen, meus conceitos e teorias acerca do futuro e crenças continuam íntegros e intactos dentro de mim. Só que independente da fé que você tenha de que algo irá acontecer pra ti, bata suas asinhas, descubra um mundo novo, se divirta e weee. Se algo não deu certo pra você é simplesmente pelo fato de que não era pra ser assim, o que é seu tá guardado e, com certeza, vai ser melhor do que aquilo que você "perdeu" anteriormente. Papai Noel lá de cima sabe escolher bem os presentes e desenha os caminhos na direção certa. E que assim seja!! :)
Juro, se 2010 for ao menos um pouquinho parecido com 2009, vai ser animal!! E que venham meus 18 anos! =D
Obs: eu falei Papai Noel? Espírito natalino atrasado!
sábado, 19 de dezembro de 2009
Pertencer
"Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça.Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino.
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso.
Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro.
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos.
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa.
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida.
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho!"
Clarice Lispector

