terça-feira, 12 de janeiro de 2010
About a song
Bringing joy and happiness
But all of a sudden the horses are gone
Was ony the sound of your heartbeat alone"
(Shaman - Fairy tale)
Odeio admitir que me identifico com essa parte há anos u.u
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Precisa-se
Clarice Lispector
domingo, 3 de janeiro de 2010
(Ex)-Retrospectiva
E, admito, mudei pra caramba nesse ano que passou. Mas eu, Suellen, meus conceitos e teorias acerca do futuro e crenças continuam íntegros e intactos dentro de mim. Só que independente da fé que você tenha de que algo irá acontecer pra ti, bata suas asinhas, descubra um mundo novo, se divirta e weee. Se algo não deu certo pra você é simplesmente pelo fato de que não era pra ser assim, o que é seu tá guardado e, com certeza, vai ser melhor do que aquilo que você "perdeu" anteriormente. Papai Noel lá de cima sabe escolher bem os presentes e desenha os caminhos na direção certa. E que assim seja!! :)
Juro, se 2010 for ao menos um pouquinho parecido com 2009, vai ser animal!! E que venham meus 18 anos! =D
Obs: eu falei Papai Noel? Espírito natalino atrasado!
sábado, 19 de dezembro de 2009
Pertencer
"Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça.Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino.
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso.
Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro.
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos.
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa.
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida.
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho!"
Clarice Lispector
sábado, 12 de dezembro de 2009
Faz de conta

"(...)faz de conta que amava e era amada, faz de conta que não morria de saudade, faz de conta que vivia e que não estivesse morrendo, faz de conta que era sábia bastante para desfazer os nós de corda de marinheiro que lhe atavam os pulsos, faz de conta que os seres amados surgissem diante de si quando abrisse os olhos úmidos de gratidão, faz de conta que tudo o que tinha não era faz de conta, faz de conta que ela não estava chorando por dentro, pois agora mansamente, embora de olhos secos, o coração estava molhado..."
Clarice Lispector

